7 dicas de Aromaterapia com Rhiannon Lewis

 Nos dias 16 e 17 de março aconteceu o VI Workshop Internacional de Aromaterapia, com a presença de Rhiannon Lewis. A Oshadhi esteve presente nessas aulas maravilhosas e compartilha com vocês alguns insights terapêuticos.

 

O centro de formação holística Aromaluz, sediado em Campinas (SP), realizou um encontro aromático com a profunda amante e conhecedora dos Óleos Essenciais, Rhiannon Lewis. Nesse encontro de intenso aprendizado a “embaixadora da aromaterapia mundial” compartilhou sua vasta experiência acerca do uso clínico dos Óleos Essenciais.

Carla Véscovi, a fundadora do Aromaluz, e Rhiannon Lewis.

Rhiannon Lewis adquiriu, através de treinamentos no Reino Unido, França e EUA, ampla experiência no uso clínico dos Óleos Essenciais. Hoje, é reconhecida mundialmente como uma talentosa professora de aromaterapia. Juntamente com Gabriel Mojay, é editora do International Journal of Clinical Aromatherapy , onde foca na publicação de artigos baseados em evidências e pesquisas científicas. Rhiannon mora nas montanhas da Provença (França) desde 1999 e também é a anfitriã e organizadora da série   Botanica, onde acontecem conferências bienais de Aromaterapia Mundial. Em 2018 (em sua quarta edição), o evento reuniu quase 400 fitoterapeutas, aromaterapeutas clínicos, pesquisadores, produtores e destiladores de todo o mundo durante 3 dias de conferências e feiras internacionais.  

A Aromaluz tem por hábito promover workshops em que professores de diferentes partes do Brasil, e do mundo, são os protagonistas. Essa pluralidade de visões enriquece a formação dos alunos desse centro, fazendo da Aromaluz uma das referências nacionais no que diz respeito à educação em Aromaterapia. Além disso, o ambiente da escola é agradável e amigável (e os coffe-breaks são excelentes).

 

Food trucks estão em tudo que é lugar. Mas só na Aromaluz você encontra um Aroma Truck!

Nesse workshop, o foco foram as ações terapêuticas dos Óleos Essenciais para os problemas respiratórios. De modo didático, Rhiannon descreveu o funcionamento saudável do trato respiratório e também os problemas que podem comprometer sua saúde. Apesar da riqueza de informações desse workshop ser privilégio de quem pode estar presente, compartilhamos com você alguns insights aromaterapêuticos:

 

1- “I´m not the recipe queen”.

 

Com humor, Rhiannon disse repetidas vezes: “Eu não sou a rainha das receitas”! Com isso, ela quis dizer que, apesar de haverem fórmulas terapêuticas eficazes, a mentalidade receita de bolo não conduz ao mindset correto em Aromaterapia.  Nesse sentido, é fundamental que  a Aromaterapia esteja pautada em um raciocínio que embase tanto a escolha dos Óleos Essenciais, quanto a maneira de administrá-los. Ou seja, não é suficiente escolher um Óleo simplesmente porque sonhou com ele ou porque se tem uma “intuição”. Ainda mais: não é suficiente a mera repetição de receitas. Uma abordagem terapêutica comprometida, busca compreender as necessidades do paciente, a dinâmica da patologia que o aflige, as propriedades dos Óleos e a melhor maneira de administrá-los nesse caso concreto.

 

 

2- “The plants that grow in your region are the most powerful to treat your issues.”

Árvore da Copaíba (Copaifera Langsdorffii).

 

“As plantas que crescem em sua região são as mais poderosas para tratar seus problemas”. Aqui é a boa e velha sabedoria popular expressa nas palavras de uma adorável estrangeira. Para quem acredita na inteligência e beneficência da Natureza, isso irá soar bem natural. Podemos observar, por exemplo, a sazonalidade das frutas ricas em vit. C. É justamente no inverno, estação onde há maior incidência de gripes e resfriados, que essas frutas amadurecem, nos auxiliando  a fortalecer nossa imunidade. No que diz respeito aos problemas respiratórios, Rhiannon indicou uma planta de nossa terra brasilis: a Copaíba. Segundo essa autoridade esse “belo óleo” pode ser considerado o “Óleo Essencial do futuro”. Ele é rico em Beta-cariophileno. Segundo o Dr. Guilherme Oberlaender (consultor científico da Oshadhi Brasil), o Beta-cariophileno é anti-inflamatório e pode ter efeitos bactericidas e antialérgicos.  Além disso, é rico em sesquiterpenos e é um Óleo sustentável, pois não há necessidade de cortar sua árvore para a extração. No que diz respeito a problemas respiratórios, o Óleo Essencial de Copaíba pode ser uma boa opção para casos de falta de ar. Seu aroma suave e sutil pode auxiliar no restabelecimento de um ritmo adequado de respiração.

3-  “Our grandmothers always know best”.

 

Se não souber que recurso natural é o mais adequado para seu problema… pergunte para sua vó! Afinal de contas, “Nossas avós sempre sabem o melhor”, ou seja, muitas vezes é em nossa sabedoria popular, no conhecimento de nossas adoráveis avós e seus chazinhos, que encontraremos a abordagem terapêutica adequada e natural.

 

 

 

3- Procurar as similaridades através da composições químicas.

 

Outro insight compartilhado por Rhiannon Lewis foi a importância de conhecer as composições químicas dos Óleos, tanto para desenvolver uma estratégia terapêutica, quanto para substituir alguns Óleos por outros, quando necessário. É o caso, por exemplo, dos Óleos de Olíbano, Elemi e Palo Santo. Muitas vezes, esses Óleos são indicados para tratamento de problemas respiratórios. Contudo, esses três Óleos podem ser substituídos, graças à similaridade química, pelo Óleo Essencial de Breu Branco. Ao optarmos por Óleos de nossa terra, fazemos uma opção mais sustentável e abrimos uma porta para nos reconectarmos à nossa ancestralidade. Além disso, através do conhecimento das estruturas químicas dos Óleos, descobrimos as propriedades terapêuticas desses compostos, auxiliando-nos a traçar uma estratégia de tratamento e também a escolher os protagonistas desse tratamento. No que diz respeito à problemas respiratórios podemos lembrar, por exemplo, do comopsto Thymol, cuja propriedade é expectorante. 

4- “Dar suporte ao órgão que está sofrendo em sua função”.

 

Rhiannon compartilhou conosco esse entendimento do que seja uma aromaterapia holística. Ou seja, é aquela que trabalha dando suporte ao funcionamento do órgão afetado. Isso implica, em primeiro lugar, o conhecimento do órgão em questão; em segundo lugar, é preciso conhecimento de patologia, ou seja, o modo como a doença ou o desequilíbrio em questão afeta o funcionamento saudável desse órgão. Nessa sequência entrará o conhecimento dos Óleos Essenciais e suas aplicações, primando pelas escolhas mais adequados para o restabelecimento do órgão em questão.

 

5- “Nem sempre a inalação é a melhor via de absorção, quando se trata de problemas respiratórios”.

 

Esse é um ponto que soa contra-intuitivo. Mas a verdade é que existem condições respiratórias severas onde , devido à sensibilidade do trato respiratório, é preciso evitar a inalação dos Óleos Essenciais. Do contrário, os Óleos seriam mais prejudiciais do que benéficos. Nesses casos, outras vias de administração poderiam ser experimentadas, como o uso via supositórios, por exemplo. Muitas vezes a visão ingênua de que os Óleos são medicamentos naturais leva a um uso equivocado deles. É preciso lembrar que sim, os Óleos são substâncias naturais, mas também são MUITO potentes. Por isso, como diz o tio Ben: “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”. Em muitos casos, no uso dos Óleos Essenciais, é preciso seguir o conselho do chef Fogaça: “menos é mais”!

6- “ Build aromatherapy as a multidisciplinary approach”.

 

“Edificar a aromaterapia como uma abordagem mutidisciplinar”. Essa é uma outra maneira de considerar o termo holismo. Ou seja, dentro de uma abordagem aromaterapêutica, diferentes disciplinas, como a pesquisa científica, a psicologia, a patologia, a botânica ( e por aí, vai) devem ser consideradas. A multiplicidade de lentes e de abordagens enriquece a ação terapêutica, influenciando positivamente em sua eficácia.

 

 

 

7- “Breath is life”

 

“A respiração é vida”. Chegamos à vida através de uma inspiração e deixamos a vida através de uma expiração. Nesse meio tempo, respiramos sem cessar. A respiração representa nossa própria vida, nossa troca fundamental com o ambiente em que somos, existimos e nos movemos. Por isso é que, muitas vezes, subjacentes aos problemas respiratórios (como a falta de ar) estão relacionados problemas existenciais, que dizem respeito ao medo ou a negação da morte. Consciente disso, o terapeuta poderá buscar uma opção que possa tratar esse medo existencial, talvez um Óleo que tenha profundas conotações espirituais, como o Óleo de Breu Branco, por exemplo.

Inevitavelmente, essa derradeira expiração chegará para todos. Até lá, a saúde e a vitalidade são aliadas poderosas para garantir que a dádiva da vida não passe em vão. E é isso que nós, amantes dos aromas naturais, intuímos ao inspirar os Óleos Essenciais: eles nos conectam à diástole da Vida, auxiliando a viver uma vida que valha a pena.

 

5 thoughts on “7 dicas de Aromaterapia com Rhiannon Lewis

    • Editorial Oshadhi says:

      Boa tarde, Marilda!

      De fato, foi uma oportunidade de ouro. Organização de altíssima qualidade e professora
      com didádita excelente. Que bom que gostou de nossa “palhinha” desse momento ímpar.
      Fique ligada na agenda da Aromaluz, é uma escola que promove eventos dessa qualidade com frequência.

      Grato por seu comentário,

      Um abração!

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