Aromaterapia e Medicina Moderna – Desafios e Respostas

A medicina moderna parece ter atingido o pico de ser (ou fingir ser) a única solução para as múltiplas doenças do homem na Terra. Os números de problemas sérios relacionados à intervenção médica estão aumentando constantemente e são cada vez mais assustadores. É chegada a hora de voltar aos velhos métodos de cura da natureza, que acompanham a evolução humana no planeta Terra há centenas de milhares de anos.

         Chegamos ao cume de nossa arrogância e ignorância coletivas com relação aos segredos da verdadeira medicina, da verdadeira cura. Por que desperdiçar nosso tempo com conceitos antigos, prescrições duvidosas e métodos dispendiosos, em vez de abraçar o que a Natureza já tem – e sempre teve – para nos oferecer de graça? Definitivamente, precisamos de um paradigma alternativo para uma nova compreensão da doença e da saúde.

“Apenas os erros de medicação custam cerca de US$ 42 bilhões anualmente. Procedimentos cirúrgicos inseguros causam complicações em até 25% dos pacientes, resultando em 1 milhão de mortes durante, ou imediatamente, após  cirurgias anualmente”, observa a OMS (Organização Mundial de Saúde).

“Ninguém deve ser prejudicado ao receber cuidados de saúde. E, no entanto, globalmente, pelo menos 5 pacientes morrem a cada minuto por causa de cuidados [médicos] inseguros ”.

Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, MD [1].

“Estamos enterrando uma população do tamanho de Miami todos os anos [por conta] de erros médicos que podem ser evitados”.

Leah Binder, CEO da organização de vigilância em saúde „The Leapfrog Group“.

Ainda podemos nos dar ao luxo de ignorar a verdade dos Óleos Essenciais – os “comerciantes de energia” da Mãe Natureza?

Plantas medicinais e seus Óleos Essenciais estão conosco há milhares de anos.

   Infelizmente, o desenvolvimento de drogas químicas, iniciado no século XIX, comprometeu a milenar aliança do homem com a natureza. A abordagem médico-sintética da cura – é verdade – também levou à descoberta de centenas de milhares de compostos bioquímicos, mas já que eles não eram (e continuam não sendo) patenteáveis, era óbvio que novos compostos puramente sintéticos tiveram que ser desenvolvidos em laboratórios farmacêuticos com a vantagem de poderem: 

• serem produzidos em qualquer volume desejável;

 • serem patenteados; 

• terem a produção barateada; 

   Todas estas vantagens ultrapassam, em muito, quaisquer recursos herbais ou aromaterapêuticos. Mas sabemos: nenhuma droga sintética pode substituir uma abordagem natural de cura. Os medicamentos sintéticos são, na melhor das hipóteses, remédios de “emergência”, no caso em que não podemos esperar pelos efeitos intrinsecamente holísticos da medicina natural e de outras abordagens terapêuticas naturais. Mas o que realmente estamos dando ao paciente com essa abordagem monomolecular que negligencia a complexidade do verdadeiro processo de cura, focando apenas no que é “sintomático”?

Bruce Lipton fala da abordagem quântica de cura quando diz: 

“A medicina alopática convencional apenas enfatiza que a matéria está afetando a matéria e, portanto, seu foco está nas drogas [fármacos]. A mecânica quântica ainda não foi adotada pela medicina alopática por uma simples razão: as atividades comerciais da indústria farmacêutica não querem ter cura energética, porque não tem valor comercial para elas”.  

   Por outro lado, embora as práticas integrativas complementares (PIC´s) e outras abordagens alternativas ainda não façam parte da “medicina ocidental” convencional, a abordagem das PIC´s está em constante crescimento no mundo, porque existem evidências de que são seguras e eficazes. Elas incluem sistemas ancestrais de cura, como o MTC (Medicina Tradicional Chinesa), a Ayurveda da Índia e os métodos naturais das culturas indígena americana, aborígine, africana, do Oriente Médio, tibetana e sul-americana (etc.).  Podemos dizer: a medicina popular ou – em outras palavras – as tradições etno-médicas estão voltando e estão nos oferecendo bênçãos do “Tempo e da Natureza” para nos ajudar em nossa situação precária no planeta Terra.

   A naturopatia moderna tende a incluir todas essas tradições e nos mostra os benefícios gerais de uma nova “medicina integrativa” ou “medicina complementar”, onde os cuidados convencionais, também alopáticos, são combinados com inúmeras estratégias de cura natural que consideram o ser humano em sua totalidade. E nisto, a “medicina energética” terá prioridade em todos os aspectos, do diagnóstico à cura.  

   Hoje sabemos que procurar apenas pelos sintomas pode não ser a solução. Temos que olhar “por trás da cortina”, no caso de uma doença, e estarmos abertos a uma abordagem múltipla de cura, na qual o “medicamento” em forma de substância ou matéria é apenas UM aspecto do total. E isto significa que temos que nos reeducar para considerar a conexão mente-corpo-alma do ser humano com sua profunda rede interna de níveis físicos, bioquímicos e energéticos – todos entrelaçados e “gerenciados” por forças não-físicas, profundamente ocultas, e cujo fundamento é a Natureza.

Esperança no Horizonte

 

“Os princípios básicos da medicina integrativa incluem uma parceria entre o paciente e o profissional no processo de cura, o uso apropriado de métodos convencionais e alternativos para facilitar a resposta de cura inata do corpo, a consideração de todos os fatores que influenciam a saúde, o bem-estar e a doença, incluindo mente, espírito e comunidade”

explica o “International Journal of Health Sciences” e continua –

“O uso de medicina alternativa parece estar aumentando. Um estudo de 1998 mostrou que o uso de medicina alternativa nos EUA havia aumentado de 33,8% em 1990 para 42,1% em 1997. As terapias [alternativas] mais comuns usadas nos EUA em 2002 foram [as seguintes]: oração (45,2%), fitoterapia (18,9%), meditação respiratória (11,6%), meditação (7,6%), medicina quiroprática (7,5%), ioga (5,1%), trabalho corporal (5,0%), terapia baseada em dieta (3,5%), relaxamento progressivo (3,0%), mega terapia vitamínica (2,8%) e visualização (2,1%)”.

Portanto, há uma clara tendência de integrar os medicamentos da Natureza e todos os tipos de terapias bem-sucedidas em nosso sistema global de saúde, seja ele convencional ou alternativo, incluindo também a Aromaterapia. Idealmente, nem sequer haveria um sistema duplo de saúde. Se uma determinada abordagem for bem-sucedida em dar saúde às pessoas, ela deve ter seu lugar garantido em nossas sociedades, integrando um “corpus” de uma abordagem holística de medicina, cuja finalidade última é a saúde global do paciente.  

Como expresso pelo “International Journal of Health Sciences”: 

“Como muitos remédios alternativos recentemente chegaram à indústria médica, não pode haver dois tipos de medicamentos – convencional e alternativo. Existem apenas remédios que foram testados adequadamente e remédios que não o foram, remédios que funcionam e remédios que podem ou não funcionar. Depois que um tratamento é testado rigorosamente, não importa mais se for considerado (ou não) alternativo. Se for considerado razoavelmente seguro e eficaz, será aceito” [2].

O sucesso terapêutico de abordagens e medicamentos alternativos é facilmente reportável, transmissível e verificável ​​com a ajuda da rede global de nossas mídias sociais. É também aí que o aspecto da autocura entra em jogo cada vez mais – reforçado pelas centenas de milhares de relatórios e depoimentos- onde indivíduos comprovam sua própria cura e a relatam à pessoas de todo o mundo, de modo a incentivar e referenciar jornadas de auto-cura.

 

O Poder Antioxidante da Natureza é insubstituível

E no que diz respeito à recente infecção pelo Coronavírus da China (Covid-19), será que Aromaterapia pode ajudar? Minha resposta é: SIM! Em tempos de quarentena, precisamos começar em nossas próprias casas. Para lidar com uma infecção viral, como a gripe, por exemplo, precisamos de uma “armadura” protetora, um escudo de energia. Ela pode ser feita de Óleos Essenciais, basta massageá-los (junto aos óleos vegetais) em nosso corpo antes de sair em lugares público. Também é uma excelente ideia apostar na difusão aromática maciça de Óleos Essenciais antivirais em nossas casas (e também em todos os locais públicos). Estamos pensando nos poderosos óleos fenólicos como, por exemplo, o Orégano, a Satureja, o Cravo (botões), o Tomilho qt. Timol (juntamente com outros quimiotipos de Tomilho) e o Manjericão.

Além destes potentes Óleos Essenciais fenólicos, também vale apostar em óleos direcionados especialmente para o sistema respiratório, como o Ravintsara, o Tea-Tree e o  Eucalipto globulus. Todos estes são excelentes opções.

Como em qualquer problema de saúde, precisamos considerar os antioxidantes (os sequestradores de radicais livres da Natureza). Esquecemos que os Óleos Essenciais são, de longe, os antioxidantes mais poderosos conhecidos pelo homem? Apenas para lembrar:

“Os radicais livres são muito instáveis ​​e reagem rapidamente com outros compostos, tentando capturar os elétrons necessários para obterem estabilidade. Geralmente, os radicais livres atacam a molécula estável mais próxima, “roubando” seu elétron. Quando a molécula “atacada” perde seu elétron, ela se torna um radical livre, iniciando uma reação em cadeia. Uma vez iniciado o processo, ele pode cascatear, resultando na ruptura de uma célula viva…” (e daí caminha para a doença) [3].

Quando um grupo de cientistas da Universidade de Tufts, nos EUA, montou, há algum tempo, uma escala de medição para definir o poder antioxidante de qualquer substância, chamada escala ORAC (ORAC = Capacidade de Absorção Radical de Oxigênio), eles provavelmente não sabiam que a Natureza, há milhões de anos atrás, já “trabalhava” com os “guerreiros ORAC” mais poderosos de todos: os Óleos Essenciais.  O óleo de Cravo-da-índia tem um valor ORAC de mais de 1 milhão (precisamente 1.078.700) – isto é aproximadamente 40 vezes mais do que um dos mais fortes antioxidantes conhecidos na natureza, como o Goji berry (25.300). E o Óleo Essencial de Mirra tem um valor ORAC de 379.800 e o óleo de Coentro 298.300, e por aí vai… [4].

“Antioxidantes são a mecânica de reparo do corpo para os carros de corrida! Os antioxidantes não apenas dirigem nossos elétrons, mas também reparam os danos e mantêm nosso sistema saudável” [5].

Novamente, lembre-se: os Óleos Essenciais e sua capacidade antioxidante exclusiva podem reparar e impedir os danos causados ​​pelos radicais livres. Eles têm a ver diretamente com a resposta do nosso sistema imunológico. Isso não significa que não precisamos nos proteger de maneira inteligente da exposição à elementos nocivos que atacam nosso sistema. Mas se nos abrimos a qualquer intruso perigoso externo e queremos ficar intactos, energéticos e vibrantes novamente, precisamos fortalecer o anfitrião, que somos nós mesmos, primeiro. Esta é a lição que Louis Pasteur deixou em seu leito de morte:

 

“Bernard estava certo. O germe não é nada, o hospedeiro é tudo”.

 

Com isto em mente, podemos gerenciar qualquer ataque, primeiro fortalecendo-nos com a ajuda dos mais poderosos agentes revitalizantes da Natureza – que são as plantas medicinais e seus Óleos Essenciais.

E novamente, repetimos: devido ao seu rico perfil bioquímico, os Óleos Essenciais são multifuncionais. É este aspecto da aromaterapia que torna os Óleos Essenciais tão polivalentes. E os torna tão diferentes da abordagem monomolecular dos medicamentos modernos. O óleo de Rosa, por exemplo, contém até 500 compostos diferentes. O de Lavanda, não muito menos que isto.

Qualquer um deles foi criado na planta ou emergiu durante a destilação – e acreditamos que a Natureza sabe [muito melhor que nós] o por que e o como de tudo o que acontece a nossa volta…

A complexidade deste equilíbrio intrínseco de compostos define os efeitos curativos especiais da planta ou de seu óleo. Torna impossível que bactérias e vírus se tornem resistentes ao impacto de uma diversidade molecular tão poderosa. Esta também é a razão pela qual o óleo de Hortelã-pimenta, por exemplo, ajuda simultaneamente contra distúrbios nervosos, hepáticos, da pele, circulatórios, imunológicos, intestinais, psicológicos, etc. O Óleo Essencial é, por excelência, o medicamento holístico. 

 

A Resposta vem do Universo

 

 

Os métodos antigos de cura, que começam a ser cada vez mais integrados em um novo renascimento complementar da medicina, trazem consigo a sabedoria dos “anciãos”, o eterno conhecimento dado aos seres humanos através de intermináveis ​​corredores de tempo. Sim, podemos dizer que estamos reintegrando o “tempo” como valor fundamental de um novo tipo de cura. Isto significa: estamos nos abrindo novamente para o que havia “antes”. Os métodos antigos de cura consideram as plantas como entidades espirituais com qualidades curativas específicas, desenhadas pela Inteligência natural para o uso dos seres humanos.

Estas qualidades refletem princípios universais de vida, o conhecimento destas qualidades foi acessado pelos videntes da antiguidade, através da cognição direta ou do contato com as energias dévicas das plantas. Estes métodos antigos de cura não são “científicos” e mensuráveis ​​de acordo com a compreensão ocidental, mas são verdadeiros e não menos científicos no sentido de transmitir uma reveladora experiência, passível de ser repetida ao longo do tempo. Eles são baseados principalmente no conhecimento meta-físico e intuitivo, que forma a base da “filosofia eterna” da humanidade.

O xamanismo e qualquer contato direto com o Reino das Plantas é certamente um dos métodos mais antigos da humanidade para se comunicar e receber ajuda através da intuição e do insight das entidades que são os Devas das Plantas – ou seja: as inteligências mais altas da natureza. É através do contato deles que o homem recebeu, durante centenas de milhares de anos, as mensagens de cura em todos os níveis de sua existência.

Sem dúvida, o nível de “abertura psicoespiritual” de nossos dias modernos está nos levando a uma maravilhosa compreensão holística da saúde e da cura – posicionando as plantas medicinais como régias mediadoras neste processo. Esta sempre foi a principal de todas as abordagens curativas na longa história do homem na Terra. As plantas medicinais são, e devem sempre ser, o fundamento de todas as terapias verdadeiras – sejam modernas ou antigas.

 

Autor: Dr. Malte Hozzel

Tradução e Adaptação: Yuri Oberlaender

 

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8 thoughts on “Aromaterapia e Medicina Moderna – Desafios e Respostas

  1. Karlla Lima says:

    Mesmo sabendo do poder anti-radicais livres dos óleos ainda me surpreendi com os números. Mas me veio a pergunta de como usar por exemplo um óleo de cravo que precisa de tanta diluição com essa finalidade. Via olfação mesmo? Ou em cremes, pomadas… Fiquei bem curiosa. Obrigada pelo texto maravilhoso!

    • Editorial Oshadhi says:

      Olá, Karlla, tudo bem?

      Isso, mesmo; é preciso ter muito cuidado com o Óleo de Cravo
      e utilizá-lo com uma diluição adequada. Caso vá passá-lo na pele (podes pensar em 4 gotas
      por 10 ml de óleo carreador – entre 1 e 3% de diluição).

      Além disto, podes colocar este óleo em difusores de ambiente e em difusores pessoais.
      Deste modo, você estará recebendo seus benefícios via inalação.

      Podes também, fazer um spray de ambiente ( é excelente para combater mofo e mau cheiro também):
      álcool de cereais é uma boa base para esta finalidade.

      Um abração!

    • Editorial Oshadhi says:

      Olá, Sandra! Bom dia!

      De fato, este artigo está excelente. O Dr. Malte Hozzel é uma autoridade em Aromaterapia.
      Você consegue acessar estas referências, clicando em cima dos números.

      Um abração!

      • Rosana Figueiredo Amorim says:

        Que artigo maravilhoso!
        Gosto muito dos produtos de vcs,e gostaria de saber como usar internamente,se exite algum protocolo para este uso

        • Editorial Oshadhi says:

          Bom dia, Rosana! Ficamos felizes em saber que gostasses deste artigo e de que
          aprecias nossos produtos. Somos gratos por este feedback.

          No que diz respeito à ingestão dos Óleos Essenciais, adotamos por princípio que
          esta indicação deve ser reservada aos profissionais de saúde (aromaterapeutas, médicos, etc.).
          Apesar de sabermos os benefícios que a ingestão dos OE´s podem trazer, quando feitas com
          conhecimento de causa, sabemos também dos malefícios que eles estão sujeitos a trazer, nesta forma de uso,
          se mal administrados.

          Caso queiras conhecer mais a respeito desta posição que adotamos, podes consultar este documento da ABRAROMA Associação brasileira de Aromaterapia).
          https://aromaterapia.org.br/ingestao-de-oleos-essenciais-posicionamento-da-abraroma/

          Um abração!

  2. Evanilda vieira lira Salvador Salvador says:

    Eu ja faço uso das ervas chá e tbm no álcool cereais não uso medicamentos à alguns anos já….conheci os óleos essenciais é divino meu Deus é maravilhoso em eterna sabedoria

    • Editorial Oshadhi says:

      Bom dia, Evanilda!

      Show, ficamos felizes em ler o seu relato.

      De fato, os Óleos Essenciais são recursos terapêuticos maravilhosos.

      Um abração!

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