Posso usar Óleos Essenciais quando estiver grávida?

“Gestantes podem usar Óleos Essenciais?” Essa dúvida é frequente e muito importante! Nesse post reproduzimos um excelente artigo da Associação Nacional para Aromaterapia Holística (EUA). Ao final do post você encontra duas tabelas práticas e simples com orientações de segurança.

 

Esse artigo da Associação nacional de aromaterapia holística dos Estados Unidos (NAHA – USA) possui uma riqueza de informações e uma abordagem consciente em relação a esse controverso tema. Compartilhamos uma tradução feita por nossa equipe editorial, com o intuito de que essas informações possam chegar também ao público brasileiro.

A NAHA[1] adota diretrizes semelhantes à Federação Internacional de Aromaterapia Profissional (em inglês IFPA). Aqui estão as suas diretrizes. Visite ifparoma.org para obter mais informações sobre a IFPA.

“O uso de óleos essenciais durante a gravidez é um tema controverso e que ainda não foi totalmente compreendido. A principal preocupação durante a gravidez parece ser o risco dos constituintes do óleo essencial atravessarem a placenta. De acordo com Tisserand e Balacs, cruzar a placenta não significa necessariamente que haja risco de toxicidade para o feto; isso dependerá da toxicidade e da concentração plasmática do composto[2]. É provável que os metabólitos de óleo essencial atravessem a placenta devido ao contato íntimo (mas não direto) entre o sangue materno e o embrionário, ou fetal. Tony Burfield continua dizendo: “no meu entendimento a atitude responsável é desencorajar completamente o uso de óleos essenciais durante os primeiros meses de gravidez”[3].

 oleos-essenciais-gravida-1Jane Buckle comenta: “o uso de óleos essenciais na gravidez é um assunto controverso, especialmente durante o primeiro período vital de 3 meses. É extremamente improvável que um banho noturno contendo algumas gotas de óleos essenciais causará problemas para o bebê”. “Não há registros de fetos anormais ou fetos abortados devido ao uso “normal” de óleos essenciais, quer por inalação ou por aplicação tópica” [4].

De acordo com Wildwood, “Um mito comum na aromaterapia é que os óleos de massagem contendo óleos essenciais, como a Sálvia Sclarea, Rosa ou mesmo Alecrim podem causar aborto e, portanto, devem ser evitados durante a gravidez. Autores, como Ron Guba, Kurt Schnaubelt e Chrissie Wildwood, apontaram que não houve casos registrados de aborto ou defeito de nascimento resultantes da massagem de aromaterapia usando aplicações terapêuticas de qualquer óleo essencial” [5].

Ron Guba ressalta que a toxicidade durante a gravidez é quase exclusivamente devido a mulheres grávidas que tomam grandes doses tóxicas de óleos essenciais, principalmente o Poejo (rico em cetona e pulegone, que é metabolizado para o epóxido de furano altamente tóxico, menthofuron) e Semente de Salsa (Rica em éter de dimetilo, apiol) na tentativa de abortar o feto[6]. E Battaglia compartilha essa visão: “o uso judicioso de óleos essenciais, juntamente com formas adequadas de massagem por um terapeuta hábil, pode ajudar a aliviar os desconfortos da gravidez e proporcionar um senso de nutrição que irá confortar a mãe em momentos em que ela pode estar se sentindo muito frágil” [7].

Devido à falta de informações claras sobre a toxicidade dos óleos essenciais durante a gravidez, seria melhor aderir às diretrizes gerais de segurança. De acordo com Tisserand e Balacs, os seguintes óleos essenciais não devem ser utilizados durante a gravidez: Absinto, Arruda, Musgo de Carvalho, Lavanda Stoechas, Cânfora, Salsa sementes, Sálvia e Hissopo[8].

Os seguintes óleos essenciais, adequadamente diluídos, parecem ser seguros para uso durante a gravidez: Benjoim, Bergamota, Pimenta Preta, Camomila (alemã e romana), Sálvia Sclarea, Cipreste, Eucalipto, Frankincense, Gerânio, Gengibre, Grapefruit, Junípero, Lavanda, Limão, Mandarina, Manjerona (doce), Neroli, Petitgrain, Rosa, Sândalo, Laranja (doce), Tea Tree, Ylang Ylang.”.

 

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REFERÊNCIAS:

[1] National Association fo Holistic Aromatherapy ( Associação Nacional para Aromaterapia Holística) –> https://naha.org/

[2] Bensouilah J, and Buck P. Aromadermatology. Abindon, UK: Radcliffe Publishing Ltd.

[3] Tisserand, R., and Balacs, T. (1995). Essential Oil Safety. New York: Churchill Livingstone.

[4] Bensouilah J, and Buck P. Aromadermatology. Abindon, UK: Radcliffe Publishing Ltd.

[5] Tisserand, R., and Balacs, T. (1995). Essential Oil Safety. New York: Churchill Livingstone.

[6] Burfield, T. (2000). Safety of Essential Oils. International Journal of Aromatherapy, Vol 10.1/2

[7] Buckle, J. (2003). Clinical Aromatherapy. Philadelphia: Elsevier Science.

[8] Wildwood, C. (2000). Of Cabbages & Kings Aromatherapy Myths, part II. Aromatherapy Today, 14, p. 12–14.

 

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